O rebanho crucifica o profeta que exige o parto da verdade, para ajoelhar-se diante do falso pastor que vende o conforto do abismo.
As pessoas nem sempre escolhem aquilo que realmente pode ajudá-las. Muitas vezes escolhem aquilo que oferece ganho rápido, prazer imediato, conforto, aprovação e alguém para idolatrar. É mais fácil seguir uma figura que confirma seus desejos do que ouvir alguém que obriga a pensar, questionar e reconhecer aquilo que está errado.
Por isso, pessoas que tentaram ensinar, questionar ou mudar alguma coisa frequentemente encontraram resistência, punição ou até a morte. Sócrates foi condenado por suas ideias e por questionar os valores de sua sociedade. Jesus foi perseguido e executado. Outros pensadores também enfrentaram rejeição porque aquilo que defendiam não oferecia necessariamente uma recompensa imediata para quem os ouvia.
O problema é que a verdade, o conhecimento e a mudança muitas vezes exigem esforço, desconforto e renúncia. Já o ganho imediato não exige que a pessoa compreenda profundamente nada: basta satisfazer o desejo do momento.
É por isso que uma sociedade pode admirar quem lhe oferece aquilo que deseja e rejeitar quem tenta mostrar aquilo que ela não quer enxergar. Nem sempre o ser humano procura aquilo que é melhor para ele; muitas vezes procura aquilo que é mais fácil aceitar. "O ambiente molda a consciência; no bando, a mente cede lugar à frequência do espaço."
O ambiente não determina completamente quem somos, mas influencia fortemente aquilo que fazemos. Quando inserido em um grupo, o indivíduo tende a adaptar sua percepção e seu comportamento aos padrões que predominam naquele espaço.
Qualquer indivíduo, sob a influência de um grupo e de uma atmosfera específica, pode alterar significativamente seu comportamento habitual. A linguagen predominante, as normas sociais, as emoções compartilhadas e os padrões de interação de um ambiente exercem pressão sobre a forma como o indivíduo percebe, interpreta e responde à realidade.
Em determinados contextos, a dinâmica coletiva pode se sobrepor temporariamente aos padrões individuais. O sujeito passa a reproduzir comportamentos, expressões e reações que são reforçados pelo grupo, muitas vezes sem perceber a extensão dessa influência.
O indivíduo não deixa necessariamente de possuir sua própria consciência; porém, sua conduta pode ser condicionada pela estrutura social e emocional do ambiente em que está inserido.